E dizem que ninguém é feliz sozinho… eu concordo.
Não dói mais, parou de machucar. Parou de incomodar. Acabou. Levo comigo a sensação do Vazio, pouco orgulho e muito do Nada. Ando meio desbotada, quase que invisível.
Passei dias me perguntando: será que ninguém se importa se eu estou mal ou precisando de um ombro amigo? Será que ninguém vai me ligar só pra ouvir minha voz e dizer: Nossa, que saudades de você!
Me dei conta que, estou sozinha. Quero dizer, não tenho amigos para me ligarem, para sentirem minha falta ou para me convidar para sair. Mas eu sinto a falta de cada um, tanta falta que sou capaz de chorar só de vê-los. Não estou magoada, mas acho que é aqui que me separo daqueles que foram meu porto-seguro, minhas caixinhas de felicidade, meus sacos de risadas. É, aceitei que acabou. Depois de tanto tempo deitado na cama. Depois de tanto tempo, me sentir tão mal por olhar para todos os cantos e não encontrar ninguém para se encostar a cabeça, ninguém pra falar “calma, eu tô com você”. Depois de tanto procurar e não encontrar ninguém que ande de mãos dadas comigo, rindo feito idiota sem motivo. Depois de perder qualquer um que soubesse entender o que se passava no meu coração e na minha cabeça, sem precisar de meia palavra. É, eu aceito que acabou depois de entender que tudo vai passar. Assim como os melhores momentos da minha vida, se passaram. Os maus momentos também hão de passar. Não tenho mais no que acreditar, apenas nisso.
Mas guardei a tristeza no cantinho para que ela não engula a minha felicidade. Só pra eu viver um pouquinho, nem que seja sozinha, nem que seja “meio-feliz”, nem que seja “felicidade-meio-fingida”, nem que seja rindo sozinha. Eu só me toquei que preciso viver, sentir o prazer de estar fazendo aquilo. Não importa se estou sozinha. Depois de tanto tempo, você se acostuma, aprende a lidar com coisas sozinha. Aprende que a melhor amiga nessas horas, é você mesma.
Mas eu tenho fé que amanhã o telefone toca e tudo muda.










